que pessoas são números,
esta vida assim não presta,
será por sermos efémeros?
Os governantes não governam,
para bem do seu próprio povo,
assim eles só nos consternam,
vamos ter de começar de novo.
Agora só somos contribuintes,
e ninguém quer saber de nós,
qualquer dia seremos pedintes,
a navegar numa casca de noz.
Avaliados por quanto pagamos,
e não por aquilo que nós somos,
cá onde tudo que temos damos,
só sem pagar é que nos expomos.
Todos queremos ser pessoas,
e viver num país mais humano,
temos direito a coisas boas,
até que um dia caia o pano.
José Couto
24/03/2012
Gosto da imagem,e o poema interessante.
ResponderEliminarO autor deste blogue é muito bom.bea